— fernanda young, tudo que você não soube.
— fernanda young, tudo que você não soube.
típico, né.
esses dias tenho pensado em você. e me pego sorrindo. o amor tem que ser assim: em paz e leve. e feliz. fico pensando em que parte do planeta você estará agora em mente, sexo, corpo e alma. fico imaginando e fantasiando como as coisas seriam se o mundo não fosse tão grande pra você e a vida tão curta e frágil pra nós. você pertence ao mundo por alma e por opção, e eu procurava um alguém que me fizesse sentir em casa. você queria a liberdade, e eu, a segurança. você foi covarde, e eu, egoísta. erramos um milhão de erros que eqüacionaram nossas atitudes. nossa ingenuidade não tira nossa parcela de culpa, mas nos alivia um pouco. depois de todo esse tempo e essa distância, esqueci aquelas palavras e os silêncios. não sou nobre, mas quero levar comigo apenas o sorriso largo, o friozinho na alma, os olhinhos pequenos, as conversas, as brigas bobas. e o nosso amor, não importando em qual estágio ele estivesse. espero que você esteja bem e em paz e ainda virando o mundo de ponta cabeça para ele se adaptar a você, e não o contrário. não, o contrário não. nunca o contrário. promete?
desculpe por não ser quem eu gostaria que você fosse.
eu, cada vez que vi você chegar
me fazer sorrir e me deixar
decidido eu disse: nunca mais
mas, novamente estúpido provei
desse doce amargo quando eu sei
cada volta sua o que me faz
vi todo o meu orgulho em sua mão
deslizar, se espatifar no chão
eu vi o meu amor tratado assim
mas, basta agora o que você me fez
acabe com essa droga de uma vez
não volte nunca mais pra mim
eu, toda vez que vi você voltar
eu pensei que fosse pra ficar
e mais uma vez falei que sim
mas, já depois de tanta solidão
do fundo do meu coração
não volte nunca mais pra mim
se você me perguntar se ainda é seu
todo meu amor, eu sei que eu
certamente vou dizer que sim
mas, já depois de tanta solidão
do fundo do meu coração
não volte nunca mais pra mim
— maria adelaide amaral, aos meus amigos.